quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Inferno Abissal




Existem dúvidas sobre a grande razão que nos faz homens, pessoas comuns, irmãos de raça e emoções...
Vejo a grande massa que segue desesperadamente para um futuro incerto, sem nem ao menos pesar a importância de cada passo à frente... 
Povos famintos por pão e cegos para o conhecimento! 

Há muita falácia e pouca vivência, os homens estão se arrastando pelos anos e não se percebem.
Eu observei e calei, durante anos, aceitei as condições impostas pela sociedade corrompida pela ganância e sedenta pelo prazer. 

Agora é a hora de vomitar, cuspir fora todo o amargo desses anos, e livrar-me dessa asfixia verbal... Eu não me aceito como igual!
Sou o filho renegado dessa sociedade suja e manipuladora, sou a ferida nos pés dos carrascos, sou o sorriso nos lábios de quem voa em liberdade... 

Sou o aborto, a aberração, aquele que foi deixado para trás, mas sobreviveu alimentando-se dos restos de sua podridão... 
Meu corpo está ferido e doente, mas minha mente sobrevive neste inferno abissal!

Por Gabriela P.


Um comentário:

  1. Estimada amiga, vislumbrei e senti cada verso deste belo poema, intenso de uma vitalidade visceral.
    Alumbrado, fico
    com seus belos versos.

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